Casa popular também pode ter tecnologias “verdes”
Sistemas de reutilização de água de chuva, telha de fibra de celulose, piso laminado de madeira certificada, lâmpadas de menor consumo e aquecedor solar para chuveiro. Essas são algumas das tecnologias “verdes” que já podem ser aplicadas em habitações populares, com pequeno custo adicional em relação a uma casa popular convencional.
É o que sugere a Fundação Vanzolini, instituição ligada à Poli-USP, que apresentou um protótipo de casa popular sustentável durante a Ambiental Expo, feira de tecnologias ambientais realizada em São Paulo. Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo da Fundação Vanzolini, afirma que as tecnologias de construção verde hoje estão mais acessíveis. “O mercado já oferece muitas opções em materiais de construção e tecnologias sustentáveis. São projetos que trazem retorno para a sociedade, pois reduzem o consumo de água e energia elétrica”, diz Martins. Ele explica que, quando uma casa ou conjunto habitacional é projetado dentro dos princípios da construção verde, os custos adicionais tendem a diminuir. “Tudo depende de um bom projeto”, diz Martins.
Ele é um dos responsáveis pela certificação AQUA, selo de construção sustentável 100% desenvolvido no Brasil, pela Fundação Vanzolini. As primeiras oito certificações começaram a ser emitidas em 2009. São edifícios comerciais, como lojas e centros de eventos. Este ano, o interesse pelo AQUA cresceu especialmente no segmento de habitação. “Até o fim do ano devemos ter o primeiro condomínio popular certificado com o selo AQUA.”